30 dezembro, 2006

NATAL






Jesus,
Nesta noite de encontro
Contigo e com os irmãos,
E em espírito de família
Contemplo o mistério mais profundo do Natal:
O Teu nascimento

Em humildade e simplicidade,
A exemplo de Maria e José,
Venho adorar-Te no Presépio.
Como presente, quero dar-Te o meu coração,
Para fazer dele Tua morada.
Aceita-o, molda-o, transforma-o.
Para que, unido a Ti,
Te reconheça em cada um dos irmãos
E com eles construa um mundo mais fraterno,
Um mundo em que reine a PAZ.

Jesus, fica connosco,
Habita no nosso Lar,
Faz dele o Teu presépio,
Torna-o num lugar de comunhão,
De vida e de amor.
Que a alegria da Tua presença
Me faça anunciar;
Hoje, acontece e é NATAL.
Ceijor 2005

18 dezembro, 2006

Acreditar na Palavra

Quando José acordou,
fez como o anjo lhe tinha mandado:
recebeu Maria por esposa.(Mt.1,24)

No oceano das nossas palavras,

no turbilhão dos nossos ruídos,

é-nos dirigida uma voz,

como foi dirigida a José,

que foi obediente na fé.

Essa voz não é uma lei fria

mas uma palavra de Amor.


15 dezembro, 2006

Vale a pena

Você abriu, feche
Acendeu, apague.
Ligou, desligue.
Desarrumou, arrume.
Sujou, limpe.
Está usando algo, trate-o com carinho.
Quebrou, conserte.
Não sabe consertar, chame quem saiba.
Para usar o que não lhe pertença, peça licença.
Pediu emprestado, devolva-o.
Não sabe como funciona, não mexa.
É de graça, não desperdice.
Não lhe diz respeito, não se intrometa.
Não sabe fazer melhor, não critique.
Não veio ajudar, não atrapalhe.
Prometeu, cumpra.
Ofendeu, peça perdão.
Falou, assuma.
Assim, viverás melhor.

11 dezembro, 2006

Presépio de lata





Três estrelas de alumínio
a luzir num céu de querosene
um bêbedo julgando-se César
faz um discurso solene

sombras chinesas nas ruas
esmeram-se aranhas nas teias
impacientam-se as gazuas
corre o cavalo nas veias

há uma luz na barraca
lá dentro uma sagrada família
à porta um velho pneu com terra
onde cresce uma buganvília

é o presépio de lata
jingle bells, jingle bells

oiçam um choro de criança
será branca, negra ou mulata
toquem as trompas da esperança
e assentem bem qual a data

a lua leva a boa nova
aos arrabaldes mais distantes
avisa os pastores sem tecto
tristes reis magos errantes

e vem um sol de chapa fina
subindo a anunciar o dia
dois anjinhos de cartolina
vão cantando aleluia

é o presépio de lata
jingle bells, jingle bells

nasceu enfim o menino
foi posto aqui à falsa fé
a mãe deixou-o sozinho
e o pai não se sabe quem é

é o presépio de lata
jingle bells, jingle bells

(CarlosTê/Rui Veloso)

06 dezembro, 2006

Exclamação


Eis o nosso Deus,
nele confiámos e Ele nos salva (Isaías25,9)


Eis o nosso Deus!
a despertar-nos na nossa noite:
impossível instalar-nos
no conforto das nossas ideias.
Alguém vem
que transtorna as nossas certezas
e nos sacode da nossa preguiça.

Eis o nosso Deus!
Vens para nos salvar,
ofereces-te totalmente.
Queremos vestir-nos de festa
e esperar pela tua vinda.

Eis-me,Senhor!
Deixo o meu sono
e acolho-te hoje:
és Tu que dás a Vida.

05 dezembro, 2006

Estende-me a tua mão



Gostaria de estender os meus braços para ti
a fim de que me pegues pela mão
e me conduzas pelo caminho do bem.
Desejas que não caminhe sozinha,
como um peregrino solitário.


E se eu não vou contigo,
engano-me, tropeço.
Senhor, estende-me a tua mão.
Confio em ti...

02 dezembro, 2006

O tempo dos presentes


Deus não dá um presente:
dá-se, entrega-se a nós.
Não como uma coisa ou objecto
com mais ou menos valor,
desses que se costumam oferecer.

Quando Deus se dá,
dá-se como alguém a alguém.
Dá-se sem contar, sem calculçar,
sem medir o seu tempo ou trabalho.

Quando Deus vem a nós,
traz o coração cheio de ternura

Quando Deus vem a nós,
é um presente do céu!

01 dezembro, 2006

Construir pontes


Quando procuramos animar alguém, fazemos-lhe sentir, que não está sozinho.
Quando oferecemos um ombro amigo, fazemos-lhe sentir, que somos um abrigo.
Quando escutamos alguém, fazemos-lhe sentir, que partilhamos a sua dor.
Quando damos palavras de reconforto, fazemos-lhe sentir, que estão no nosso coração.
Seremos capazes de construir pontes de amizade e solidariedade.

29 novembro, 2006

A Veia do Poeta



Cansado do movimento
Que percorre a linha recta
Fui ficando mais atento
Ao voo da borboleta
Fui subindo em espiral
Declarando-me estafeta
Entre o corpo do real
E a veia do poeta

Mas ela não se detecta
À vista desarmada
E o sangue que lá corre
Em torrente delicada
É a lágrima perpétua
Sai da ponta da caneta
Vai ao fim da via láctea
E cai no fundo da gaveta

Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
Numa folha secreta
Ai de quem nunca guardou
Um pouco da sua alma
No fundo duma gaveta
Ai de quem nunca injectou
Um pouco da sua mágoa
Na veia do poeta.
Carlos Tê

28 novembro, 2006

Magnificat


A minha alma glorifica o Senhor *
E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: *
De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: *
Santo é o seu nome.
A sua misericórdia se estende de geração em geração *
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço *
E dispersou os soberbos.
Derrubou os poderosos de seus tronos *
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens *
E aos ricos despediu de mãos vazias.
Acolheu a Israel, seu servo, *
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais, *
A Abraão e à sua descendência para sempre
Glória ao Pai e ao Filho *
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio, *
Agora e sempre.
Amen.

Tem asas para voar